Daniel 1

Introdução
O livro de Daniel chama a atenção por sua vasta simbologia
(humana, animal, cromática, numérica) e pelas visões e sonhos.
Desde o início do cristianismo, ele influenciou fortemente o
imaginário cristão, como a cena dos jovens na fornalha (Dn 3,8-23)
ou aquela que descreve Daniel na cova dos leões (Dn 6,17-25).
Autor, data e destinatário
O conjunto do livro apresenta uma cronologia ampla (Babilônia,
Média, Pérsia, Grécia). Mas uma leitura mais atenta permite concluir
que a situação real do livro reproduz o ambiente do período helênico.
Os sucessores de Alexandre Magno continuaram o processo de
expansão cultural helênica nos territórios dominados, inclusive na
Palestina, com Antíoco IV Epifânio. Este último emitiu um decreto
(167 a.C.), extinguindo as práticas da religião judaica (Dn 1,5-8; 3,1-
12; 6,6-10; 1Mc 1,43-64; 2Mc 6,18-31), consideradas como
expressão de resistência aos interesses dele. Aos rebeldes era
aplicada a pena capital. Nesse sentido, o livro deve ter sido composto
entre 167 a.C., quando se deu a insurreição de Matatias (Dn 11,34),
e 164 a.C., ano da morte de Antíoco IV (Dn 11,40-45).

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