Habacuque 1

Introdução
Autor, data e destinatário
O título do livro identifica Habacuc como um “profeta”. A alternância
entre lamento e oráculo, sua linguagem e imagens, bem como o
salmo final apontam para o ambiente cultual. Esses elementos fazem
pensar que Habacuc pertencesse ao grupo de profetas da corte
ligados ao culto. Nessa mesma linha está a menção do profeta como
“sentinela” (Hab 2,1), uma função também do sacerdote que vela
pela fidelidade à lei (Ez 40,45-46; 44,8.14-16; 48,11; 1Cr 23,32; Ne
12,9).
Habacuc aparece como alguém totalmente a par dos
acontecimentos de sua época, que pode ser identificada
particularmente pela menção dos “caldeus” (Hab 1,6). É a época do
império neobabilônico, fundado em 625 por Nabopolassar e levado ao
auge com Nabucodonosor (605-562 a.C.). Nesse período, a Babilônia
dominou os assírios (612) e os egípcios (605). Dominou o território
de Judá em 598, deportando para Babel o rei Joaquin e parte da
população; em 587/6, invadiu novamente o território, destruindo a
cidade de Jerusalém e deixando o palácio real e o templo em ruínas.
Nova deportação teve, então, lugar.
O livro dá a entender que já conhece a investida babilônica contra
Judá e outros povos. No entanto, como não menciona a destruição
de Jerusalém, dá a entender que se refira à época em torno da
primeira deportação (598).

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