Introdução
Esta carta foi enviada por Paulo e sua equipe missionária à
comunidade cristã de Filipos. A cidade – cujo nome é uma
homenagem a Filipe II, pai de Alexandre Magno – foi transformada
em colônia romana pelo imperador Augusto, destinada a servir de
residência para veteranos de guerra. Paulo sempre se relacionou
afetuosamente com essa comunidade, aceitando inclusive sua ajuda
financeira (At 16,6-40; 2Cor 11,9).
Segundo os Atos dos Apóstolos, são duas as personagens que
estão na origem da comunidade cristã de Filipos: Lídia, que hospeda
Paulo e Silas (At 16,11-15), e o carcereiro que os vigiava na prisão
(At 16,25-34). A elas vêm juntar-se outras pessoas nomeadas na
própria carta: Epafrodito, Evódia, Síntique, Sízigo e Clemente.
Alguns exegetas encontram no texto pontos que permitiriam falar
da existência de mais de uma carta, que posteriormente foram
amalgamadas para formar um só escrito. O ponto de ruptur a mais
fácil de ser percebido estaria em Fl 3,1, e alguns propõem que Fl
3,1–4,1 seria uma carta independente, posteriormente agregada ao
restante do escrito para formar o que hoje é a Carta aos Filipenses.
Outros propõem uma divisão mais detalhada, identificando três
cartas: (a) Fl 4,10-20, anterior à prisão de Paulo; (b) Fl 1,1–3,1a;
4,2-7.21-23, escrita na prisão; e (c) Fl 3,1b–4,1.8-9, posterior à
prisão.