Introdução
O livro recebe seu nome de uma de suas personagens mais
proeminentes, Ester (em hebraico “Hadassah”, de “hadas”, “murta”).
O nome grego “Ester” está relacionado provavelmente a “Ishtar”
,
deusa babilônica do amor, ou “stara” (“estrela”, “astro”, em persa).
No cânon cristão, o livro é colocado entre os chamados livros
históricos; na Bíblia Hebraica, está entre os “Escritos” e é um dos
cinco rolos festivos (Rt, Ct, Lm, Ecl, Est), lidos na festa de Purim.
A origem da festa de Purim é discutida; pode-se dizer, porém, que
surgiu na diáspora oriental, provavelmente na Pérsia, tendo-se,
então, difundido por outras comunidades judaicas. É uma festa
popular muito alegre, celebrada no mês de Adar (fevereiro-março)
com banquetes, troca de presentes e doações aos mais necessitados.
A descrição de como se deve celebrar a festa ocorre com detalhes em
Est 9,20-32. O nome da festa é explicado, em Est 3,7, em relação ao
acádio “pur”
, de significado “sorte”. Não se entende, porém, por que
se deva chamá-la assim, já que, no livro, há mais do que uma
explicação. Por esse motivo, é possível que só tardiamente o livro
tenha sido relacionado com a festa. Est 10,1-3 poderia explicar por
que mais tarde ela é denominada de “dia de Mardoqueu” (2Mc
15,36).