Malaquias 1

Autor, data e destinatário
O nome hebraico (“meu mensageiro”) não é atestado como nome
próprio, de modo que não se pode saber com segurança se era o
nome do profeta, um pseudônimo seu ou uma referência ao
conteúdo do livro. “Mensageiro” na Escritura podem ser pessoas
humanas (Jz 11,13; 1Sm 19,20; 25,42) ou seres angélicos (Gn
19,1.15; Ex 23,23). Por vezes, profetas são denominados
“mensageiros” (Is 42,19; 44,26; Ag 1,13). Em Ml 2,7, designa o
sacerdote, um dos intermediários entre Deus e o povo; em Ml 3,1,
evoca o “anjo” que acompanha o povo no caminho para a terra
prometida, presença velada de Deus (Ex 32,34; 33,1-6); em Ml 3,23,
é identificado com o profeta Elias. O Targum identifica o profeta com
Esdras, o que se coaduna bem com o conteúdo do livro, com sua
ênfase na organização da comunidade no culto, com as relações
familiares e com a justiça.
A datação do livro pode ser depreendida de alguns de seus dados.
O templo já está reconstruído (Ml 1,10; 3,1-8) e o culto, já
plenamente em funcionamento (Ml 1,7-9.12-13; 2,3-9); os dízimos
fazem parte do cotidiano (Ml 3,8-10; Ne 10,32-39; 13,10-13); os
sacerdotes mostram desleixo no cumprimento do ofício sacerdotal (Ml
1,6-14; Ne 13,4-9); os matrimônios mistos são criticados (Ml 2,11-12;

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