Autor, data e destinatário
O nome Naum significa o “consolado” e, daí, aquele que traz
consolação. O profeta é oriundo de Elcós (Na 1,1), identificada,
provavelmente, com uma aldeia de Judá, local de seu ministério (Na
2,1).
O texto canta a queda de Nínive, capital da Assíria, pelo exército
meda, pelo babilônico e pelo cita. A maioria dos autores data o livro
de algumas décadas antes da queda dessa cidade, ocorrida em 612.
Em Na 3,8, é mencionada a conquista de Tebas (Nó-Amon), no Egito
(em 668/7 ou 663/2), como modelo para o que acontecerá a Nínive.
Como Tebas se reabilitou em 654/2, seria difícil pensar que fosse
mencionada como exemplo para Nínive após essa data. De outro
lado, como o livro mostra a Assíria em fase de grande poder,
dificilmente poderia ser datado como posterior a 627, quando, com a
morte de Assurbanipal, o império entrou em declínio. Assim sendo, o
livro pode ser situado entre a queda de Tebas e seu restabelecimento
(668/7 ou 663/2 e 654). Naum profetizaria, então, durante o reinado
de Manassés (698-643), e sua mensagem criticaria não só o poder
opressor da Assíria como também a política pró-Assíria do rei de
Judá.